EDUCAÇÃO

   
  O papel da educação na terceira idade.
  Faculdade na Terceira Idade.
  Educação na Terceira Idade.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O papel da Educação na Terceira Idade

 
Rita de Cássia Oliveira, Paola Andressa Scortegagna, Flávia da Silva Oliveira

O segmento da Terceira Idade apresenta-se em destaque no Brasil, sendo uma temática relevante no contexto social atualmente.

 

Assim, a educação destinada à essa faixa etária volta-se para um âmbito diferenciado, não sendo um meio de assistencialismo ou compensação. O idoso não é apenas uma pessoa que necessita de atividades recreativas para ocupar seu tempo, mas sim, precisa de espaço para crescer e aprender cada vez mais, pois não é a idade que define a capacidade de aprendizagem.

 

Observa-se que as pessoas na Terceira Idade têm muito para ensinar, porém ainda tem muito a aprender, demonstrando a necessidade em estarem em contato com novos conhecimentos e também, novas experiências.

 

Os idosos possuem o direito à educação, previsto no Capítulo V, nos Artigos 20 a 25 do Estatuto do Idoso (Lei 10741/03). Desta maneira, a presente pesquisa, tem por objetivo, identificar o papel da educação como possibilidade de mudanças para os idosos; analisar as diferentes formas de inserção e integração do idoso no contexto educativo; analisar as políticas públicas destinadas ao direito do idoso à educação.

 

A pesquisa é quanti-qualitativa, utilizou a observação e aplicação de questionários com alunos da Universidade Aberta para a Terceira Idade da UEPG para coleta de dados. Como resultados, foi possível observar que uma ação educacional consciente permite mudanças e transformações na vida dos idosos, possibilitando uma melhor qualidade de vida.

 

Como também, as políticas públicas voltadas para esse segmento devem propiciar direitos nos diferentes âmbitos, como a saúde, lazer, esporte e a educação.

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Terceira Idade

 

Faculdade de Tecnologia de Piracicaba

 

 

Nossas alunas da terceira idade!

Em razão da mudança do perfil demográfico observado tanto no Brasil como em outros países, com aumento progressivo e crescente da faixa etária superior aos 60 anos, torna-se fundamental garantir oportunidades para que o envelhecimento seja um processo assistido e bem-sucedido, favorecendo a pessoa de idade madura e ao idoso a participação social, o autogerenciamento da saúde e a prevenção de incapacidades.

 

Pesquisas têm demonstrado que a Educação é um dos instrumentos que propiciam ao indivíduo alcançar o envelhecimento ativo. Envelhecer com saúde física, mental e espiritual é um dos maiores desafios das pessoas nessa faixa etária. Nessa perspectiva, uma das adaptações mais bem sucedidas quando se fala envelhecimento bem sucedido foi a criação das Universidades e Faculdades da Terceira Idade, sendo que a primeira Universidade foi criada em 1973 na França, por Pierre Vellas (CACHIONI, 2003).


Com o objetivo de proporcionar uma velhice com maior qualidade de vida, a Faculdade de Tecnologia de Piracicaba (FATEP) criou em Agosto de 2011 a Faculdade Aberta da Terceira Idade, uma proposta de educação permanente, dirigida a pessoas de ambos os sexos, com mais de 50 anos, interessadas em atualizar e buscar novos conhecimentos.

A proposta de educação dirigida às pessoas com 50 anos ou mais, dentro de uma perspectiva de educação permanente, deve modificar objetivos, conteúdos e métodos de acordo com as necessidades e desejos da população desse segmento etário e da sociedade que envelhece, pois os indivíduos na idade madura e idosos são os verdadeiros sujeitos do próprio processo educativo, com sua experiência, podem ser atores da transformação da sua realidade histórico-cultural.

Existem dados empíricos que comprovam que a educação permanente possui efeitos claros compensatórios e estimulantes sobre o envelhecimento bem-sucedido. Os programas educacionais, ao favorecerem a interação social, rompem o possível isolamento que esteja sendo experimentado pela população que envelhece. Também colaboram para o desenvolvimento de habilidades, além de se constituir numa possibilidade de realizar aspirações educacionais nunca antes alcançadas. Voltando a estudar, o indivíduo na idade madura e o idoso têm chance de mudar o rumo de sua vida, redimensioná-la e redirecionar suas ações para ter liberdade de escolha, emergir com novos pensamentos, novas maneiras de ser e estar no mundo, o que tende a provocar mudanças na sua qualidade de vida (CACHIONI, 2003).

Para os adultos de idade madura e idosos, a aprendizagem se constrói e está associada à experiência, à vida. A valorização do vivido, do adquirido desenvolve a autoconfiança e auxilia na busca e atribuição de significados as novas aprendizagens, desta forma não se exige grau de escolaridade, os alunos não serão avaliados através de provas e não precisarão realizar tarefas comuns do ensino formal.

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Educação na Terceira Idade

 

Quando se fala no assunto referente à educação para esta faixa etária, em um primeiro momento o que as pessoas são levadas a pensar é na escolaridade nos moldes da educação regular, até porque em decorrência do Estatuto do Idoso foram criadas as Universidades para a Terceira Idade. Não é e errado assim pensar, porque o idoso pode recomeçar ou se reciclar.

 Ao falarmos em educação associada ao envelhecimento o fazemos considerando que a população idosa hoje é bem maior que na década anterior, assim como a expectativa de vida. Outro dado é que o comportamento do idoso da atualidade é bem diferente dos idosos de outras décadas. Como as pessoas deverão viver mais, então que vivam melhor, com mais qualidade de vida, mais prazer, que se permitam realizar sonhos outrora não realizados, que desenvolvam potencialidades ou habilidades que por qualquer motivo tenham ficado em segundo plano ou esquecidas.

 Aqueles que nunca freqüentaram os bancos escolares poderão fazê-lo hoje através de grupos específicos, criados para este fim.

O indivíduo não é um ser acabado, devendo procurar se aprimorar sempre. È natural que na terceira idade prossiga neste processo de crescimento, inserindo-se em diversos grupos, ao invés de isolar-se, deprimir-se e/ou viver à margem das inovações.

A educação na terceira idade pode estar ligada a um processo informal de aquisição de conhecimento, de desenvolvimento de habilidades, ou de contato com novas tecnologias que podem facilitar a vida de cada um.

A educação informal pode ocorrer por meio da leitura, de palestras, de viagens, visitas a museus, exposições, filmes, concertos, participação em grupos de interesses diversos, de aprofundamento da espiritualidade e da religiosidade, de aprendizado sobre o processo de envelhecimento, o que facilitará a compreensão e aceitação desta nova etapa da vida.  Também pela convivência e troca com pessoas de outras gerações, pela curiosidade em desvendar as novas tecnologias como uso de telefone celular, manuseio de eletrônicos e eletrodomésticos, objetos estes que outrora eram raridade e que ao dominar o funcionamento estará se permitindo experimentar novas oportunidades de aprendizado, de lazer, entretenimento, possibilitando manter diálogo a respeito destas novas experiências, o que sem dúvida favorece e enriquece o relacionamento interpessoal.

A educação e o aprimoramento na terceira idade devem visar aspectos relativos ao melhor relacionamento, maior inserção social, elevação da auto-estima, desenvolvimento de habilidades que proporcionem prazer, alegria de viver, facilidade de entendimento do mundo atual, não vivendo só do passado.

As atividades voluntárias propiciam crescimento pessoal, e é importante o seu desenvolvimento, em especial nesta época da vida, que vão auxiliar para que a etapa de envelhecimento não se caracterize só por perdas, mas por incontáveis aspectos positivos para as partes envolvidas.

Há um mundo novo a ser descoberto, desde que cada um se disponha a nele entrar, para os mistérios desvendar superando dificuldades, barreiras interiores e preconceitos.