DOENÇAS

   
  As 10 Principais Doenças em Idosos
  AVC - Acidente Vascular Cerebral
  Catarata
  Diabetes
  Gota
  LER (Lesão por Esforço Repetitivo) ou DORT (Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho)
  Mal de Alzheimer
  Osteoartrose
  Pneumonia

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AS 10 PRINCIPAIS DOENÇAS EM IDOSOS

Doenças Cardiovasculares: Infarto, Angina, Insuficiência Cardíaca
Fatores de risco: Pouca atividade física (sedentarismo), fumo, diabetes, alta taxa de gordura no sangue (colesterol) e obesidade (gordura). 
Sintomas: Falta de ar, dor no peito, inchaço, palpitações.
Prevenção: Praticar atividade física de forma sistemática, não fumar e controlar o peso, colesterol e a diabetes.

Derrames (Acidente Vascular Cerebral - AVC) 
Fatores de risco: Pressão alta (hipertensão arterial), fumo, sedentarismo, obesidade e colesterol elevado.
Sintomas: Tontura, desmaio paralisia súbita.
Prevenção: Praticar atividade física de forma regular e sistemática, não fumar, controla a pressão arterial, peso e o colesterol

Câncer
Fatores de risco: Fumo, exposição ao sol, alimentação inadequada, obesidade, casos na família, alcoolismo.
Sintomas: Depende do tipo de Câncer, um dos sintomas mais comuns e o emagrecimento inexplicável
Prevenção: Consultar o médico pelo menos uma vez por ano para fazer exames preventivos, evitar exposição ao sol em excesso e não fumar.

Pneumonia
Fatores de Risco: Gripe, enfizema e bronquite anteriores, alcoolismo e imobilização na cama
Sintomas: Febre, dor ao respirar, escarro, tosse.
Prevenção: Praticar atividade física de forma regular e sistemática,  boa alimentação, vacinação contra gripe e pneumonia.  

Enfizema e Bronquite Crônica
Fatores de Risco: Fumo, casos na família, poluição excessiva.
Sintomas: Tosse, falta de ar e escarro.
Prevenção: Para de fumar, manter a casa ventilada e aberta ao sol

Infecção urinária
Fatores de Risco: Retenção urinária no homem e na mulher a incontinência urinária.
Sintomas: Ardor ao urinar e vontade freqüente de urinar.
Prevenção: Consultar um médico e tratar a infecção e sua causa.

Diabetes
Fatores de Risco: Obesidade, sedentarismo, casos na família
Sintomas: Muita sede e aumento no volume de urina.
Prevenção: Controlar o peso e a taxa de açúcar no sangue.

Osteoporose

Fatores de Risco: Fumo, sedentarismo, dieta pobre em cálcio, nas mulheres o risco é 7 vezes maior.
Sintomas: Não há sintomas, em geral, é descoberta pelas complicações (fraturas).
Prevenção: Praticar atividade física de forma regular e sistemática, não fumar, comer alimentos ricos em cálcio

Osteartrose
Fatores de Risco: Obesidade, traumatismo, casos na família.
Sintomas: Dores nas juntas de sustentação (joelho, tornojelo e coluna), e na mãos 
Prevenção: Controlar  o peso e praticar atividades física adequada. 

Não fuja do Médico!!! 

O Ministério da Saúde recomenda que os idosos façam  visitas pelo menos uma vez por ano ao médico e realize exames e utilizem vacinas como forma preventiva de identificar e combater as doenças em sua fase inicial facilitando o tratamento e a proteção da saúde.

Vacinas:
Tetano -  a cada 10 anos.
Gripe -  anualmente.
Pneumonia -  a cada 05 anos.

Exames:
Aferir a pressão arterial - anualmente. 
Coleterol Sangüíneo - anualmente.
Glicemia - anualmente.
Pressão ocular - anualmente.
Urina - anualmente.
Ginecológico (feminino) - anualmente.
Próstata (masculino) - anualmente.

Fonte: Ministério da Saúde

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

AVC

O que é AVC?

O Acidente Vascular Cerebral é uma interrupção do fornecimento de sangue a qualquer parte do cérebro. Trata-se de doença com aparecimento súbito, mas com fatores de risco conhecidos sendo o principal deles a hipertensão arterial sistêmica mais conhecida como pressão alta. A má alimentação, o sedentarismo e o diabetes também podem levar a um AVC.

Quais são os tipos?

São dois tipos: Hemorrágico e Isquêmico, o tipo mais comum. O Isquêmico ocorre quando um vaso sanguíneo é bloqueado, frequentemente pela formação de uma placa aterosclerótica ou pela presença de um coágulo. Já o hemorrágico ocorre quando pequenos vasos sanguíneos no cérebro tornam-se fracos e rompem.

Sintomas

Os sintomas dependem de qual parte do cérebro foi atingida, mas podem incluir: letargia, sono, inconsciência, dificuldade para falar ou compreender os outros, dificuldade de deglutição, dificuldade de leitura ou escrita, perda da coordenação, perda de equilíbrio, perda de habilidades motoras finas, náuseas ou vômitos, ansiedade extrema, alterações de sensação em apenas um lado do corpo, dormência ou formigamento, confusão súbita, fraqueza de qualquer parte do corpo e alterações da visão, dentre outros. "É importante ressaltar que os sintomas geralmente se desenvolvem de repente e sem aviso prévio", conta o médico.

Tratamento

O tratamento imediato pode salvar vidas e reduzir os efeitos do AVC . É importante levar o idoso ao pronto-socorro imediatamente para determinar se o acidente vascular cerebral é devido à hemorragia ou um coágulo de sangue. O tratamento depende da gravidade e da causa do acidente vascular cerebral. Dependendo dos sintomas, a reabilitação pode incluir: Terapia Ocupacional, fisioterapia e fonoaudiologia.

Prevenção

Dentre as recomendações para evitar o Acidente Vascular Cerebral, estão: parar de fumar e não consumir bebidas alcoólicas; exercitar-se regularmente: 30 minutos por dia se você não estiver com sobrepeso, 60 – 90 minutos por dia, se você está com sobrepeso; ter a pressão arterial verificada regularmente, especialmente se houver casos de hipertensos na família; ter o colesterol controlado e seguir as recomendações de tratamento médico, principalmente se tiver diabetes, colesterol elevado e doenças cardíacas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

CATARATA


O que é Catarata?

    É a opacificação do CRISTALINO. O cristalino é a estrutura que corresponde a uma lente capaz de focalizar a imagem sobre a RETINA possibilitando uma VISÃO perfeita.

  • Qual a causa da Catarata?
  • Suas causas englobam diversos fatores, estando associada à nutrição, DIABETES, infecções, traumatismos, envelhecimento entre outros.


  • Todas as pessoas terão Catarata?
  • Provavelmente sim, pois a medida que a expectativa de vida da população aumenta a probabilidade de desenvolver a catarata é maior.

  • É comum se ouvir dizer que Catarata só acontece em pessoas idosas. É verdade?
  • Não, as causas de Catarata são bastante diversificadas. As Cataratas dos idosos (Catarata Senil) são as mais comuns e ocorrem devido ao envelhecimento do CRISTALINO, porém existem as Cataratas provocadas por Doencas Infecciosas, as Congênitas e medicamentosas.

  • Uma pessoa que tenha Catarata há aproximadamente 20 anos pode voltar a enxergar?
  • Sim, desde que esta Catarata não seja congênita e não existam patologias associadas a retirada do CRISTALINO opaco certamente devolverá sua VISÃO.

  • Existe tratamento de Catarata que não seja cirúrgico?
  • Não, toda Catarata exige uma intervenção cirúrgica para retirada do CRISTALINO opacificado.

  • Se uma pessoa não operar a Catarata pode ficar cego?
  • Sim, a Catarata é uma opacificação progressiva que pode com o decorrer dos anos prejudicar seriamente a VISÃO.

  • Quando se deve operar a catarata?
  • A decisão de quando operar deve ser tomada em conjunto com o seu médico. No passado havia a necessidade de esperar amadurecer a catarata em função da técnica que era utilizada, hoje com as novastécnicas cirúrgicas quando a pessoa comeca a não fazer aquilo que gosta e muda a maneira de viver em função das limitações impostas pela baixa da VISÃO provocada pela catarata está na hora de se submeter a cirurgia. Com as novas técnicas cirúrgicas a recuperação do paciente para retornar as suas atividades diárias normais se tornou mais rápida, não podendo de forma alguma a CIRURGIA ser banalizada, pois mais do que nunca envolve habilidade cirúrgica, instrumentais e materiais de boa qualidade.

  • Como se trata a catarata?
  • A única forma de se tratar a catarata é através da CIRURGIA. Atualmente é utilizada a técnica denominada de FACOEMULSIFICAÇÃO. Erroneamente alguns chamam cirurgia a laser. Essa técnica se baseia no princípio do ultra-som. É feita uma incisão de cerca de 3mmna CÓRNEA por onde se introduz uma sonda, e a catarata é quebrada e aspirada ao mesmo tempo. Após a retirada do CRISTALINO opacificado, é colocada uma LENTE INTRA-OCULAR rígida ou dobrável que pode ser de vários materiais, sendo os mais utilizados de acrílico ou silicone para compensar o grau do cristalino normal. A cirurgia é realizada com anestesia local com acompanhamento do anestesista, que controla os sinais vitais do paciente.

  • Posso me submeter à cirurgia de catarata mesmo que eu tenha diabetes ou glaucoma?
  • Sim. Os exames de sangue do diabético (ver DIABETES) deverão estar controlados. Quando é realizada a CIRURGIA de catarata o GLAUCOMA poderá ser controlado. É possível fazer as duas cirurgias simultaneamente. Converse com seu oftalmologista.

  • A cirurgia de catarata pode ser feita nos dois olhos no mesmo dia?
  • Não, recomendamos sempre operar o OLHO pior primeiro e quando ocorre a recuperação total então, operamos o outro olho. O prazo é em média de 30 dias, podendo haver variações dependendo da recuperação individual de cada um.

  • Tem que usar curativo no olho operado?
  • Geralmente não ocluímos o OLHO após a cirurgia, ficando a critério do médico.

  • Quando é que eu vou começar a ver de novo?
  • A recuperação da VISÃO após a cirurgia varia em cada caso. Algumas pessoas melhoram a visão logo após a cirurgia. A visão pode ficar inicialmente um pouco embacada (ver VISÃO EMBAÇADA) devido ao processo de cicatrização, que deverá normalizar dentro de 30 dias.

  • Como ficará a minha visão após a cirurgia?
  • Se o principal problema de sua VISÃO for catarata, após a cirurgia sua visão restabelecerá totalmente. Entretanto, em alguns casos é normal o uso de ÓCULOS para leitura, dirigir e algumas atividades.


  • Quanto tempo após a cirurgia de catarata posso começar a dirigir?
  • Assim que estiver vendo com nitidez e estiver totalmente confortável você poderá começar a dirigir.

  • Por que operando a Catarata e implantando lente intra ocular o paciente precisa usar óculos?
  • Porque na CIRURGIA da Catarata é implantado uma lente artificial (ver LENTE INTRA-OCULAR) em substituição ao cristalino opacificado. Esta lente sendo unifocal dá VISÃO ideal apenas para uma determinada distância, para perto ou para longe (ver ÓCULOS).

  • Quanto tempo após a cirurgia vou ter meus novos óculos?
  • Em torno de 30 dias seu ÓCULOS será prescrito, podendo ser orientado a usar um óculos provisório de imediato.

  • A catarata pode voltar?
  • Não. Entretanto, meses ou anos após a cirurgia pode ocorrer uma opacificação da cápsula posterior, localizada atrás da lente intraocular, sendo tratado com aplicação do yag laser na clínica, não necessitando internamento.

     

 

GLAUCOMA E CATARATA
Comum em idosos, os tratamentos devem ser feitos logo que os problemas forem identificados 
 

 Keli Vasconcelos


"Saber que se tem uma doença sem cura é um choque". Esta foi a reação na época em que a advogada Elisabete Fruchi descobriu que tinha o glaucoma, mal que acomete 900 mil brasileiros, com idade acima de 40 anos, de acordo com dados do Ministério da Saúde.

A lesão é caracterizada pelo aumento da pressão intra-ocular que atinge o nervo óptico, comprometendo a visão não apenas dos idosos, mas de pessoas de todas as idades.
 

Gradualmente, não se vê os objetos de lado, diminuindo a chamada visão bilateral. "Quando falamos do glaucoma primário de ângulo aberto, que está presente em 80% dos casos, só podemos detectá-lo num exame de rotina, para fazer óculos, quando se mede a pressão (tonometria) e avalia-se o nervo", relata a oftalmologista Regina Cele.

Hereditariedade, hipertensão, uso prolongado e indiscriminado de corticóides, diabetes e traumas, como a detecção tardia de catarata, são outros agravantes para o distúrbio. O tratamento constitui na aplicação de colírios e somente em casos mais graves se recorre à intervenção cirúrgica.

Em um consenso entre universidades e Organizações não-governamentais (ONGs), criou-se em 2000 a Associação Brasileira dos Portadores de Glaucoma Seus Amigos e Familiares (ABRAG), entidade que gera ações como a distribuição gratuita de materiais educativos, atividades psicoeducacionais e atendimentos promovidos por médicos e empresas farmacêuticas, presididas pela psicóloga Carla Ferracina. Hoje, Elisabete é a diretora-executiva da instituição e nas palestras usa artifícios como cones, cordas e ilustrações para simplificar sobre os indícios do aparecimento do glaucoma ao público. "Os idosos, em geral, percebem que tem problemas na visão por causa das quedas em casa ou na rua. Durante o exame uso tubos de papel para os pacientes observarem como seria a visão se estivessem com glaucoma em estágio avançado", comenta.

Um dos glaucomatosos associados, o aposentado Domingos Alves Cavalcante, de 76 anos, é um exemplo de alegria e superação. Soube em uma consulta rotineira que tinha a enfermidade e nem sabia o que era o glaucoma antes.

Entretanto, seu dia-a-dia não mudou. Continua fazendo suas compras, preparando o almoço e o café, com a mesma vitalidade. Apenas o controle com a medicação ficou mais rigoroso. "No começo tive uma dificuldade em administrar tudo, mas depois que uma das minhas filhas fez uma tabelinha de horários, me adaptei", conta. E aconselha. "É necessário usar os remédios exatamente como o médico mandou, senão podemos perder a visão. Sempre retornar para as consultas e utilizar os colírios nas horas certas, todos os dias e sem interromper".

Catarata

Outro distúrbio que ocorre, em especial, na população acima de 60 anos é a catarata. Causada por uma opacificação do cristalino, membrana transparente localizada na parte anterior dos olhos, a projeção das imagens na retina perde a nitidez e o campo visível fica mais borrado. "Os sintomas são mais fáceis de detectar, pois o paciente fica com baixa da acuidade visual. Quanto mais avançada estiver a catarata, mais ‘neblinada' estará a visão", explica a oftalmologista Regina Cele.

O único método eficaz é cirurgia para colocação de lentes intra-oculares artificiais transparentes, tendo como técnica mais moderna, segundo a comunidade médica, a Facoemulsificação. A lente pode ter o grau necessário para corrigir o defeito conhecido como refracional (miopia e hipermetropia), explica o médico Homero Gusmão de Almeida, presidente da Sociedade Brasileira de Catarata e Implantes Intra-oculares (SBCII). "Antigamente, paciente pós-operado era obrigado a utilizar óculos de alto grau. Hoje é possível colocar lentes que substituem o cristalino e ainda ficar livres dos óculos. Deve-se abandonar aquele antigo conceito de deixar a catarata ‘amadurecer' para operá-la. Quanto mais cedo for feita a cirurgia, mais segura e precoce será a reabilitação".

Cerca de 80% dos indivíduos acima de 80 anos são candidatos à operação de catarata, apontam números da SBCII. Entretanto, as estatísticas de cirurgias realizadas no país são ainda poucas. Gusmão de Almeida completa. "A freqüência da cirurgia de catarata é de 350 mil ao ano. No entanto, há uma demanda reprimida de 150 mil pessoas não atendidas anualmente".

No Dia Nacional de Combate a Catarata e Glaucoma, 26 de maio, são realizados mutirões de exames e cirurgias, além de congressos em que profissionais discutem novas tecnologias no setor.

Mas, o principal antídoto para manter a qualidade de vida do idoso e não esmorecer diante dessas disfunções é a conscientização. Não negligenciar a ida ao oftalmologista, seguir as recomendações médicas, ser responsável e receber apoio dos familiares são mais um passo a ser dado para continuar ver com outros olhos o mundo que o cerca. Literalmente.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DIABETES

O que é Diabetes?
O Diabetes é uma síndrome metabólica de origem múltipla, decorrente da falta de insulina e/ou da incapacidade de a insulina exercer adequadamente seus efeitos. A insulina é produzida pelo pâncreas e é responsável pela manutenção do metabolismo da glicose. A falta desse hormônio provoca déficit na metabolização da glicose e, consequentemente, diabetes. Caracteriza-se por altas taxas de açúcar no sangue (hiperglicemia) de forma permanente.

Tipos
Diabetes Tipo 1:

Causado pela destruição das células produtoras de insulina, em decorrência de defeito do sistema imunológico em que os anticorpos atacam as células que produzem a esse hormônio. Ocorre em cerca de 5 a 10% dos pacientes com diabetes.

 

Diabetes Tipo 2: resulta da resistência à insulina e de deficiência na secreção de insulina. Ocorre em cerca de 90% dos pacientes com diabetes.


Diabetes Gestacional: é a diminuição da tolerância à glicose, diagnosticada pela primeira vez na gestação, podendo - ou não - persistir após o parto. Sua causa exata ainda não é conhecida.

 

Outros tipos: são decorrentes de defeitos genéticos associados a outras doenças ou ao uso de medicamentos. Podem ser: defeitos genéticos da função da célula beta; defeitos genéticos na ação da insulina; doenças do pâncreas exócrino (pancreatite, neoplasia, hemocromatose, fibrose cística etc.); defeitos induzidos por drogas ou produtos químicos (diuréticos, corticoides, betabloqueadores, contraceptivos etc.).

 

Sintomas de Diabetes:


Principais sintomas do diabetes tipo 1:

  • vontade de urinar diversas vezes
  • fome freqüente
  • sede constante
  • perda de peso
  • fraqueza
  • fadiga
  • nervosismo
  • mudanças de humor
  • náusea e vômito.

Principais sintomas do diabetes tipo 2:

  • infecções freqüentes
  • alteração visual (visão embaçada)
  • dificuldade na cicatrização de feridas
  • formigamento nos pés e furúnculos.

 

Tratamento de Diabetes
O tratamento correto do diabetes significa manter uma vida saudável, evitando diversas complicações que surgem em consequência do mau controle da glicemia.

 

Complicações possíveis

 

O prolongamento da hiperglicemia (altas taxas de açúcar no sangue) pode causar sérios danos à saúde:

  • Retinopatia diabética: lesões que aparecem na retina do olho, podendo causar pequenos sangramentos e, como consequência, a perda da acuidade visual
  • Nefropatia diabética: alterações nos vasos sanguíneos dos rins que fazem com que ocorra uma perda de proteína pela urina. O órgão pode reduzir a sua função lentamente, mas de forma progressiva até a sua paralisação total
  • Neuropatia diabética: os nervos ficam incapazes de emitir e receber as mensagens do cérebro, provocando sintomas, como formigamento, dormência ou queimação das pernas, pés e mãos, dores locais e desequilíbrio, enfraquecimento muscular, traumatismo dos pêlos, pressão baixa, distúrbios digestivos, excesso de transpiração e impotência
  • Pé diabético: ocorre quando uma área machucada ou infeccionada nos pés desenvolve uma úlcera (ferida). Seu aparecimento pode ocorrer quando a circulação sanguínea é deficiente e os níveis de glicemia são mal controlados. Qualquer ferimento nos pés deve ser tratado rapidamente para evitar complicações que podem levar à amputação do membro afetado.
  • Infarto do miocárdio e acidente vascular: ocorrem quando os grandes vasos sanguíneos são afetados, levando à obstrução (arteriosclerose) de órgãos vitais como o coração e o cérebro. O bom controle da glicose, a atividade física e os medicamentos que possam combater a pressão alta, o aumento do colesterol e a suspensão do tabagismo são medidas imprescindíveis de segurança. A incidência desse problema é de duas a quatro vezes maior em pessoas com diabetes.
  • Infecções: o excesso de glicose pode causar danos ao sistema imunológico, aumentando o risco da pessoa com diabetes contrair algum tipo de infecção. Isso ocorre porque os glóbulos brancos (responsáveis pelo combate a vírus, bactérias etc.) ficam menos eficazes com a hiperglicemia. O alto índice de açúcar no sangue é propício para que fungos e bactérias se proliferem em áreas como boca e gengiva, pulmões, pele, pés, genitais e local de incisão cirúrgica.
  • Arteriosclerose: endurecimento e espessamento da parede das artérias

 

Convivendo/ Prognóstico
Pacientes com diabetes devem ser orientados a:

  • Realizar exame diário dos pés para evitar o aparecimento de lesões
  • Manter uma alimentação saudável
  • Utilizar os medicamentos prescritos
  • Praticar atividades físicas
  • Manter um bom controle da glicemia, seguindo corretamente as orientações médicas.
  • É possível monitorar o controle de glicemia em casa, por meio do teste de "ponta de dedo"

 

Prevenção
Pacientes com história familiar de diabetes devem ser orientados a: manter o peso normal, não fumar, controlar a pressão arterial, evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas e praticar atividade física regular.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

GOTA

Gota é uma doença caracterizada pela elevação de ácido úrico no sangue, o que leva a um depósito de cristais de monourato de sódio nas articulações. É este depósito que gera os surtos de artrite aguda secundária que tanto incomodam seus portadores.
É importante saber que nem todas as pessoas que estiverem com a taxa de ácido úrico elevada (hiperucemia) serão portadoras de gota (somente 20% dos hiperucêmicos desenvolverão a doença). A maioria dos portadores de gota é composta por homens adultos.


Causas
Ausência congênita de um mecanismo enzimático responsável pela excreção do ácido úrico pelos rins. Sem a eliminação adequada, há um aumento da concentração desse ácido no sangue;
Produção excessiva de ácido úrico pelo organismo devido a um “defeito” enzimático. Neste caso, a pessoa produz uma grande quantidade de ácido úrico e os rins não conseguem eliminá-la. Esta causa é menos comum.
Alguns medicamentos como diuréticos e o ácido acetilsalicílico podem levar à diminuição da excreção renal do ácido úrico.

 

Sintomas
Na maioria das vezes, o primeiro sintoma é um inchaço do dedo grande do pé acompanhado de dor forte. A primeira crise pode durar de 3 a 10 dias, e após este período o paciente volta a levar uma vida normal, o que geralmente faz com que ele não procure ajuda médica imediata.
Uma nova crise pode surgir em meses ou anos e comprometer a mesma ou outras articulações. Geralmente as crises de artrite aparecem nos membros inferiores, mas pode haver comprometimento de qualquer articulação.
Sem tratamento, o intervalo entre as crises tende a diminuir e a intensidade a aumentar.
O paciente que não se trata pode ter suas articulações deformadas e ainda apresentar depósitos de cristais de monourato de sódio em cartilagens, tendões, articulaçõs e bursas.

 

Diagnóstico
Só é possível fazer o diagnóstico de gota na primeira crise se forem encontrados cristais de ácido úrico no líquido aspirado da articulação. Caso contrário, não é possível definir o diagnóstico antes de descartar outras causas possíveis. Se a taxa de ácido úrico estiver normal durante a crise, mas mesmo assim houver suspeita do desenvolvimento da doença, o médico deverá indicar uma nova dosagem dentro de 2 semanas.
Um exame de raio-X pode ajudar a definir o quadro.


Tratamento


Não há cura definitiva para a gota, já que a maioria dos casos acontecem devido a falhas na eliminação ou na produção do ácido úrico. Como ambas as causas são genéticas, o tratamento não é definitivo.
Geralmente são indicados dieta e medicamentos para diminuir a taxa de ácido úrico no sangue e, conseqüentemente, evitar as crises de gota.


Recomendações
Quando em tratamento, se os níveis estiverem normais, o consumo de bebidas alcoólicas pode ser feito sem exagero;
Não coma frutos do mar, miúdos, excesso de carne vermelha, quando os níveis de ácido úrico estiverem altos porque você pode desencadear uma crise. Sob tratamento, esses alimentos podem ser ingeridos sem exagero.
Não abandone o tratamento porque o nível de ácido úrico sobe novamente levando a deformidades das articulações.
Bebidas alcoólicas, principalmente as fermentadas, e alimentos ricos em purina (ervilhas, feijão, carnes, tomate, frutos do mar etc.) são reconhecidamente uma importante fonte para o aumento do nível de ácido úrico no organismo.

 

Dicas importantes
  A dieta para pessoa com gota deve ser moderada em proteínas, rica em carboidratos e relativamente pobre em gordura e deve incluir alimentos com baixos teores de purina.
  O consumo de gorduras deve ser reduzido, pois o excesso diminui a excreção de ácido úrico.
  Evite o consumo de bebidas alcoólicas. O álcool precipita o ácido úrico, facilitando a formação de cristais.
  Líquidos como água e sucos devem ser ingeridos à vontade (mais de três litros por dia), o suficiente para que a urina esteja sempre clara. Isso facilita a excreção de ácido úrico e minimiza a possível formação de cálculos.
  É preciso lembrar que, fora das crises de dor, exercícios físicos são sempre necessários, mesmo que em pouca quantidade, pois não raro, há excesso de peso e vida sedentária entre as pessoas com gota. E a redução de peso é sempre útil e ajuda a reduzir a hipertrigliceridemia que existe em 75% dos pacientes com gota.
  Não fique longos períodos sem se alimentar. Quem fica muito tempo sem comer é candidato em potencial a ter uma taxa elevada de ácido úrico. Isso porque, em jejum, o corpo acaba degradando a proteína muscular como fonte de energia, gerando uréia como um dos seus subprodutos.
  Medicamentos, quando receitados, devem ser seguidos por todo o tempo recomendado, pois podem ter efeito incompleto se interrompidos.
  Para finalizar, é preciso ter em mente que a gota é uma doença crônica e grave, capaz de provocar muita dor e desconforto se não for tratada com seriedade pelo doente. Por isso, é necessário tratar a doença, muitas vezes para o resto da vida. Portanto, o seu médico poderá lhe orientar nos exames necessários para avaliar o quanto de ácido úrico o seu organismo está formando e excretando e se você está ou não comendo demais alimentos com altos níveis de purinas. Deve-se adotar dieta com poucas purinas.

Para diminuir o ácido úrico:
Coma cerejas, morangos e extrato de aipo.
Limite a ingestão de carnes a uma porção por dia.

Alimentos a serem evitados:
Comidas com muitas purinas, ou seja, ricas em proteínas: sardinha, anchova, vitela, fígado e vísceras de animais.
Álcool, especialmente a cerveja pois é rica em purinas

Para evitar a desidratação:
Beba bastante líquido, especialmente água
Procure evitar alimentos e remédios diuréticos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

LER / DORT

LER (Lesão por Esforço Repetitivo) ou DORT (Distúrbios Osteomoleculares Relacionados ao Trabalho) não é uma conseqüência natural do processo de trabalho e sim uma anomalia gerada por diversos fatores, destacando-se a política dos grandes grupos econômicos que fazem qualquer coisa para reduzir os custos do trabalho para conseguir lucros cada vez maiores. Esse tipo de atitude é conseqüência da globalização, que faz com que a competição entre as empresas fique cada vez mais acirrada.

Na prática os trabalhadores percebem isso porque as empresas submetem os funcionários a condições inadequadas de trabalho como jornadas excessivas de trabalho, ausência de pausas durante a jornada de trabalho, falta de equipamentos adequados ao tipo físico de quem o utiliza (cadeiras reguláveis na altura, por exemplo), exigência de rapidez e movimentos repetitivos por horas. Esses são apenas alguns exemplos. O resultado são trabalhadores doentes em função do serviço e que muitas vezes ficam com lesões irreversíveis. Por isso, a rotina de trabalho para os funcionários de alguns setores tornou-se sinônimo de tortura. Muitos deles com um ou dois anos de trabalho já apresentam sintomas da LER-DORT.

O governo federal também contribui para que essa situação permaneça no País, na medida em que emprega a nefasta política neoliberal que vem acelerando o processo de flexibilização dos direitos dos trabalhadores e a precarização das condições de trabalho. O governo é responsável por esse resultado quando propõe leis que dificultam a caracterização da LER-DORT como doença do trabalho para que fique mais complicado ter acesso aos benefícios previdenciários. E o governo é conivente com um problema que atinge milhares de trabalhadores brasileiros quando não exige dos órgãos de fiscalização que essa fiscalização seja feita e que se tenha um número de fiscais correspondente ao tamanho do problema.  Tudo isso é resultado de uma política que prioriza os interesses das empresas.


O QUE É LER-DORT:
LER significa Lesão por Esforço Repetitivo e é reconhecida também com o nome de DORT – Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho      (definição do INSS).

A sigla foi criada para identificar um conjunto de doenças que atingem músculos, tendões e membros superiores (dedos, mãos, punhos, antebraço, braços e pescoço) e  tem relação direta com as condições de trabalho.
São inflamações provocadas por atividades do trabalho que exigem do trabalhador movimentos manuais repetitivos, continuados, rápidos e ou vigorosos, durante um longo período de tempo.
SEUS TIPOS:

A maioria dos trabalhadores não sabe, mas há várias outras doenças consideradas LER/DORT além da tenossinovite, que é a mais conhecida.  Saibam quais são elas: 

• TENOSSINOVITE:
inflamação do tecido que reveste os tendões.
• TENDINITE: inflamação dos tendões.
• EPICONDILITE: inflamação das estruturas do cotovelo.
• BURSITE: inflamação das bursas (pequenas bolsas que se situam entre os ossos e tendões das articulações do ombro).
• MIOSITES: inflamação dos músculos.
• SÍNDROME DO TÚNEL DO CARPO: compressão do nervo mediano na altura do punho.
• SÍNDROME CERVICOBRAQUIAL: compressão dos nervos em coluna cervical.
• SÍNDROME DO DESFILADEIRO TORÁCICO: compressão do plexo (nervos e vasos).
• SÍNDROME DO OMBRO DOLOROSO: compressão de nervos e vasos em região do ombro.

A LER pode surgir em qualquer ramo da atividade, desde que existam funções e postos de trabalho que exponham os trabalhadores a esforços repetitivos.

As funções mais atingidas têm sido os digitadores, operadores de caixa, açougueiro, padeiros, repositores, recepcionistas, copeiras, telefonistas, remarcadores de mercadorias. Trabalhadores que fazem serviços de faxina, ascensoristas, porteiros, copeiras telefonistas, entre outros.


ESTÁGIOS DA LER-DORT:
A LER/DORT podem ser controladas se forem diagnosticadas no início da doença e tiverem o tratamento adequado.  Conheça os estágios de evolução das lesões e cuide-se o mais rapidamente possível.

 

Grau I: Sensação de peso e desconforto no membro afetado. Dor espontânea no local, às vezes com pontadas ocasionais durante a jornada de trabalho, que não interferem na produtividade. Essa dor é leve e melhora com o repouso. Não há sinais clínicos. 

 

Grau II: Dor mais persistente e mais intensa. Aparece durante a jornada de trabalho de forma contínua. É tolerável e permite o desempenho de atividade, mas afeta o rendimento nos períodos de maior esforço. É mais localizada e pode vir acompanhada de formigamento e calor, além de leves distúrbios de sensibilidade.  Os sinais clínicos de modo geral continuam ausentes. Podem ser observados pequena nodulação e dor ao apalpar o músculo envolvido.

 

Grau III: A dor torna-se mais persistente, mais forte e tem irradiação mais definida. O repouso em geral só diminui a intensidade, nem sempre fazendo-a desaparecer por completo. Aparece mais vezes  fora da jornada, especialmente à noite.  Perde-se um pouco a força muscular. Há queda de produtividade, quando não impossibilidade de executar a função. Os trabalhos domésticos muitas vezes não podem ser executados. Os sinais clínicos estão presentes. O inchaço é freqüente assim como a transpiração a alteração da sensibilidade. Movimentar ou apalpar  o local afetado causa dor forte. O retorno ao trabalho nesta fase é problemático.

 

Grau IV: Dor forte, contínua, por vezes insuportável, levando a intenso sofrimento. A dor se acentua com os movimentos, estendendo-se a todo o membro afetado.  Dói até quando o membro estiver imobilizado. A perda de força e controle dos movimentos é constante. O inchaço é persistente e podem aparecer deformidades. As atrofias, principalmente dos dedos, são comuns em função do desuso. A capacidade do trabalho é anulada e a invalidez se caracteriza pela impossibilidade de um trabalho produtivo regular. As atividades do cotidiano são muito prejudicadas. Nesse estágio são comuns as alterações psicológicas, com quadros de depressão, ansiedade e angústia.

 

TRATAMENTO:
O afastamento do trabalho é a medida mais importante e obrigatória para o tratamento, pois significa afastar o trabalhador dos fatores de risco (esforços repetitivos, pressões, excesso no ritmo e na jornada), ademais, este afastamento deve ser requerido junto ao INSS que tem o dever e a obrigação de conceder ao segurado o benefício de auxilio doença acidentário, ou ainda a aposentadoria por invalidez acidentária se for o caso.
Porém, se faz necessário também tecer algumas noções sobre o acidente do trabalho, assim temos:

 

O QUE SÃO DOENÇAS DO TRABALHO:
São doenças geradas pelo exercício de determinada atividade ou profissão e tem relação direta com as condições de trabalho.
O que é acidente de trabalho? 
É o acontecimento que ocorre pela realização do trabalho, provocando lesão corporal, ou distúrbio psicológico, e que cause a morte, a perda, ou redução temporária ou permanente, da capacidade para o trabalho.
Por que ocorrem? 
O aparecimento das doenças dos trabalhadores está ligado ao modo como o trabalho está organizado em nossa sociedade. De olho nos lucros, as empresas querem diminuir os custos da produção, reduzir o emprego e aumentar a produtividade. Para isso introduzem novas formas de organização, novas tecnologias e equipamentos, sem levar em conta as conseqüências para a saúde de quem trabalha. As Lesões por Esforços Repetitivos, às doenças mentais entre outras, são a conseqüência mais evidente de todo esse processo nos dias atuais.

 

QUAIS  SÃO OS FATORES DE RISCO? 
•  Trabalho automatizado, onde o trabalhador não tem controle sobre suas atividades. 
•  Obrigatoriedade de manter o ritmo de trabalho acelerado para garantir a produção. 
•  Trabalho onde cada um exerce uma única tarefa de forma repetitiva.  
•  Trabalho  sob pressão permanente das chefias. 
•   Quadro reduzido de funcionários, com jornada prolongada e com freqüente realização de horas extras.
•   Ausências de pausas durante a jornada de trabalho. 
•   Trabalho realizado em ambientes frios, ruidosos e mal ventilado. 
•   Postos de trabalho e máquinas inadequadas, que obrigam a adoção de posturas incorretas do corpo durante a jornada de trabalho. 
•   Equipamentos com defeito. 
•   Tempo excessivo na mesma posição em pé.

 

DIREITOS DOS SEGURADOS/TRABALHADORES:
CAT   -  COMUNICAÇÃO DE ACIDENTE DE TRABALHO
Suspeitando-se que o trabalhador é portador de LER, a empresa é obrigada a emitir a CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) e encaminhar o funcionário ao INSS para tratamento.
Se a empresa se recusa a emitir a CAT podem fazê-lo o médico que o assistiu, qualquer autoridade pública, o Sindicato ou o próprio trabalhador.
A CAT é emitida em seis vias, sendo que uma delas deve ser entregue ao próprio trabalhador e outra encaminhada ao Sindicato.
A Lei diz que a empresa que dispuser de serviço médico próprio ou de convênio terá a seu cargo o exame médico e o abono das faltas, devendo encaminhar o trabalhador ao INSS quando a incapacidade ultrapassar a 15 dias.
No entanto, a comunicação da doença (CAT) deve ser emitida no primeiro dia útil após o diagnóstico médico, ou seja, após a conclusão que o trabalhador é ou não portador de doença profissional ou do trabalho.
A comunicação de doença profissional ao INSS é importante não só para o tratamento, mas também para que o trabalhador possa receber os benefícios acidentários, bem como possa ser readaptado em outra função. A modificação de função, sem o reconhecimento do INSS, não garante ao trabalhador uma série de direitos.
Expedida a CAT, o INSS imediatamente registrará o fato, anotando-o na Carteira de Trabalho e encaminhando o trabalhador à perícia para caracterização do nexo causal (relação entre a doença e o trabalho) e avaliação da incapacidade.
Para a fixação do nexo causal é importantíssimo que o trabalhador relate detalhadamente as atividades por ele desenvolvidas na empresa desde a sua admissão, e não somente as atuais.
Constatada a relação entre a doença e o trabalho o médico avalia se o trabalhador encontra-se incapacitado para o trabalho temporária ou definitivamente. Para tanto se baseia na história ocupacional, essencialmente no diagnóstico clínico e em exames complementares, se necessário.

 

AUXILIO DOENÇA ACIDENTÁRIO.
O segurado fará jus ao benefício de auxilio doença acidentário, enquanto estiver em tratamento e não puder exercer a sua atividade laborativa cujo benefício é pago pelo INSS. Entretanto, após o tratamento e ficar constatado que sua recuperação não foi total deixando inclusive seqüelas o segurado terá direito ao benefício auxilio-acidente.

 

AUXÍLIO-ACIDENTE
Se após o acidente resultar seqüela que implique em diminuição da capacidade para o trabalho, o trabalhador fará jus ao recebimento a título de indenização o benefício denominado Auxilio-Acidente, pago pelo INSS, que é um benefício pago mensalmente e vitalício e corresponde a 50% do salário de benefício do segurado, sendo pago a partir da data da alta médica, não implicando ainda no seu cancelamento se o segurado voltar a trabalhar.

 

APOSENTADORIA POR INVALIDEZ ACIDENTARIA
Entretanto, se no final do tratamento o trabalhador não reunir mais condições de ser recuperado para o exercício de qualquer trabalho é devido a Aposentadoria por Invalidez Acidentária, que corresponderá a 100% do salário-de-benefício.

 

ESTABILIDADE NO EMPREGO
O trabalhador que, em razão de acidente ou doença do trabalho ou profissional, ficar afastado por mais de 15 dias, recebendo, portanto, o auxílio-doença acidentário, gozará de estabilidade no emprego pelo período mínimo de 12 meses, contado da data do encerramento do auxílio-doença acidentário.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

MAL DE ALZHEIMER

Atualmente, em todo o mundo existem entre 17 e 25 milhões de portadores de Alzheimer, o que representa 70% do conjunto de doenças que afetam a população geriátrica. O Mal de Alzheimer deteriora algumas regiões do cérebro, que alteram o comportamento físico, mental, a linguagem, entre outros, levando a demência.

 

Ele atinge pessoas a partir dos 50 anos de idade, porém é mais comum depois dos 60. Ainda não se descobriu a cura e também não há um exame específico para detectar o problema. Essa doença prejudica a relação de sociabilização da pessoa, tanto da sociedade com a pessoa e vice-versa, pois o Alzheimer leva ao esquecimento de familiares, hábitos, lugares, entre outros.

 

Com o avanço da doença a pessoa torna-se dependente como um bebê. Segundo a geriatra Regina Quintanilha de Almeida Vasconcelos, que atua na área há 14 anos, o Mal de Alzheimer possui três fases: a fase inicial, a intermediária (que se divide em leve e grave) e a terminal.

 

Fase inicial: há somente alguns esquecimentos que não atrapalham a convivência. O doente ainda é independente. Existem dois tipos de esquecimento: o esquecimento de uma pessoa normal e de um portador de Alzheimer. Por exemplo: uma pessoa normal lembra-se que esqueceu um lápis na mesa, já a pessoa que tem Alzheimer não lembra-se que deixou o lápis em cima da mesa.

 

7 dúvidas sobre o Alzheimer


1. O que causa a doença?
A causa é desconhecida, mas os cientistas já descobriram que ela não é provocada por envelhecimento ou infecções, nem tem relação com o uso do cérebro.

2. Como é descoberta?
Por meio de testes que avaliam juízo, atenção, percepção, memória, raciocínio, imaginação, pensamento e linguagem. Outros exames, como tomografia cerebral e ressonância magnética, também ajudam a confirmar a doença.

3. Há algum tratamento?
Sim, feito com remédios e terapias específicas para reabilitar as funções neuropsicológicas. O tratamento é fundamental e deve ser iniciado o mais rápido possível, para deter o avanço da doença.

4. Tenho um parente com Alzheimer, devo me prevenir?
Sim. Fique atenta aos sintomas e procure um médico caso perceba algum sinal da doença.

5. E se ele não me reconhecer nunca mais?
Há quem viva uma perda semelhante ao luto, que tende a piorar com a evolução da doença. Procure um psicólogo ou converse com o médico do paciente para enfrentar essa situação dolorosa.

6. O que digo às crianças quando o avô delas não as reconhecer?
Fale a verdade. Conte a elas que o vovô tem uma doença que o faz perder a memória. Mesmo assim, estimule seu filho a participar de atividades junto ao avô.

7. Como deixar o paciente mais confortável?
Ao perder a memória, o doente pode se sentir muito confuso. Por isso, não insista nem pressione para que ele se lembre de alguma coisa, só ajude-o a se situar no momento presente. Se nada adiantar, convide-o para dar um passeio e mude de ambiente. Sua postura é o que fará a diferença.

 

Aprenda a cuidar de um paciente - 5 atitudes que ajudam o doente a se sentir confortável...

- Estabeleça rotinas
Elas representam uma segurança para o paciente.

- Incentive a independência
Faça as coisas com o idoso e não por ele. Respeite-o e preserve sua capacidade atual de realizar atividades cotidianas, como lavar louça ou fazer compras.

- Evite confrontos
Por mais que algumas atitudes pareçam de propósito, lembre-se de que a doença causa agitação e agressividade no paciente.

- Perguntas simples
Evite dar várias opções de escolha. Diga "Você quer uma laranja?" em vez de "Que fruta você quer?".

- Procure manter o bom humor
A gente sabe que não é fácil lidar com essa situação de forma leve e descontraída, mas o esforço é fundamental. Tente rir junto com o doente ou com as pessoas que estão ao redor, para aliviar o clima. Tente ser uma companheira compreensiva e amorosa. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

OSTEOARTROSE

O que é?

A osteoartrose é uma doença que atinge, fundamentalmente, a cartilagem articular, que é um tecido conjuntivo elástico que se encontra nas extremidades dos ossos que se articulam entre si. A cartilagem articular é nutrida pelo líquido articular ou líquido sinovial. Este líquido articular, que é muito viscoso, contribui para lubrificar a articulação, facilitando os seus movimentos, e permitindo que nas articulações saudáveis as cartilagens deslizem umas sobre as outras sem atrito, isto é, sem desgaste. A cartilagem articular é constituída por células chamadas condrocitos, água e por substâncias proteicas produzidas por estas células e chamadas, respectivamente, proteoglicanos e fibras de colagénio.

Na osteoartrose os condrocitos vão morrendo e produzem menor quantidade de proteoglicanos e de colagénio. Em consequência disto a cartilagem articular ulcera e o osso que está por debaixo da cartilagem, chamado osso sub-condral, reage, espessando-se e dando origem a excrescências ósseas chamadas osteófitos. Os osteófitos são conhecidos entre o grande público pelo nome de "bicos de papagaio", porque alguns deles, ao raio-X, dão imagens que lembram precisamente o bico de um papagaio.

 

Sintomas

Os principais sintomas da osteoartrose são a dor, a rigidez, a limitação dos movimentos e, em fases mais avançadas, as deformações.

A dor tem um ritmo, isto é, um modo de ser ao longo do dia, que se convencionou chamar mecânico.

O ritmo mecânico é caracterizado pelo facto das dores se agravarem ao longo do dia, com os movimentos e com os esforços, e melhorarem quando o doente repousa, em particular quando se deita. Regra geral, os doentes com osteoartrose não têm dores durante a noite e dormem bem, embora em alguns casos muito avançados de artroses das ancas e dos joelhos, as dores possam, também surgir durante a noite. A rigidez surge sobretudo, ao iniciar os movimentos, como por exemplo, no doente que está sentado e se levanta e surge, também, de manhã ao acordar. A rigidez da osteoartrose é de curta duração, não ultrapassando os 30 minutos. A limitação de movimentos pode surgir precocemente, ao contrário do que acontece com as deformações que, em regra, são tardias.

 

Tratamento

Os objectivos do tratamento da osteoartrose são aliviar e, se possível, suprimir as dores, melhorar a capacidade funcional, isto é, aumentar a mobilidade das articulações atingidas e evitar a atrofia dos músculos relacionados com as referidas articulações e, finalmente, impedir o agravamento das lesões já existentes. A osteoartrose não se trata apenas com medicamentos e fisioterapia.

O empenhamento do doente é indispensável, e sem ele o plano terapêutico não tem êxito. Constituem medidas básicas do tratamento a educação do doente, o repouso relativo e o plano de exercícios.

Numa doença crónica por excelência, como é a osteoartrose, doente não educado medicamente, é doente que não vai, seguramente, seguir ao longo de toda a vida a estratégia terapêutica planificada do seu médico.

A osteoartrose não tem, hoje em dia, cura, e o doente deve sabê-lo, mas tem tratamento, que pode permitir ao indivíduo afectado por esta doença levar uma vida completamente normal na imensa maioria dos casos.

O médico deve enfatizar o carácter benigno da doença e o seu bom prognóstico na grande maioria dos casos. Esta desdramatização é muito importante, visto em muitos casos o principal problema do doente ser o medo de poder vir a ficar completamente incapacitado. Da educação do doente devem fazer parte o ensino das regras gerais de protecção do aparelho locomotor, e a correcção das posturas incorrectas.

 

O doente deve aprender a:

Dormir em cama dura, preferencialmente em decúbito dorsal, isto é, de "barriga para o ar", posição que propicia um repouso completo da coluna vertebral.

Não permanecer durante muito tempo na mesma posição, sobretudo nas posições de pé ou sentado. As longas estadias nestas posições constituem uma sobrecarga para a coluna, em particular para a coluna lombar, as ancas e os joelhos.

O pescoço deve andar em hiper-extensão e nunca flectido. Esta postura é particularmente importante para os doentes com cervicartrose (artrose da coluna cervical).

Evitar pegar em objectos pesados, o que constitui uma grande sobrecarga para as articulações da coluna vertebral.

Evitar as flexões da coluna vertebral. O doente, quando tiver de apanhar um objecto do solo, não deve flectir a coluna, mas sim dobrar os joelhos.

O vestuário deve ser simples e prático, evitando as roupas apertadas, os fechos atrás das costas e os botões de pequenas dimensões. Os sapatos devem ter contrafortes resistentes e os saltos não devem ser altos. Os saltos altos aumentam a lordose lombar, originando dores ao nível deste segmento de coluna.

Evitar tanto quanto possível os transportes trepidantes, como o autocarro e a maioria dos automóveis. Sempre que possível, andar de comboio, de eléctrico, e, em Lisboa e Porto, de metropolitano, mas não nas horas de ponta.

Os estudantes e outros trabalhadores que passam longas horas a uma secretária devem evitar posturas incorrectas. São muito importantes a altura das cadeiras e das secretárias, a fim de evitar que os doentes passem horas demasiado flectidos sobre as suas secretárias de trabalho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

PNEUMONIA

Pneumonia significa inflamação aguda no parênquima pulmonar, causada por agentes bacterianos, viróticos, fúngicos, químicos ou físicos. Classificamos as pneumonias dos idosos de acordo com o local da aquisição, a presença de co-morbidade e a condição imunológica do hospedeiro, a partir desta classificação o tratamento com antibioticoterapia é escolhido, visto que o diagnóstico etiológico (o agente causador) só é diagnosticado em 50% dos caso.

 

Conforme o local de aquisição, as pneumonias, são classificadas em: adquiridas na comunidade; adquiridas no hospital e as adquiridas nas instituições asilares.

 

A definição de pneumonia adquirida na comunidade é aquela que acomete o indivíduo fora do ambiente hospitalar ou nas primeiras 48hs após a internação do paciente.

 

A incidência de pneumonias nos idosos aumenta durante os surtos de gripe, o que leva a um maior número de internações, por isso a importância da vacinação do idoso. Alguns estudos mostram que os idosos com pneumonia internam 3 a 4 vezes mais do que os adulto jovens com pneumonia adquirida na comunidade. Já as pneumonias em asilos são de 2 a 4 vezes mais freqüentes do que as adquiridas na comunidade.

 

Durante a internação, o paciente idoso tem maior chance de desenvolver infecção hospitalar. Entre as infecções hospitalares encontramos com uma maior freqüência as pneumonias, que no caso dos idosos, aumentam o tempo de permanência de internação e têm maior incidência de mortalidade.

 

No idoso o envelhecimento fisiológico do sistema respiratório e do sistema imunológico não leva ao quadro de pneumonia, entretanto se somarmos as demais doenças que agravam a perda da reserva funcional pulmonar e o tempo de exposição por exemplo ao cigarro, aumentamos o risco de adquirir a pneumonia.

 

Existe um grande número de fatores predisponentes para pneumonia nos idosos: tabagismo, desnutrição, DPOC, insuficiência cardíaca (IC), insuficiência renal, doença hepática crônica, diabetes, câncer, doença neurológica e psiquiátrica, medicamentos sedativos, alcoolismo, tubos endotraqueais e nasogástricos, cirurgia recente, incapacidade para as atividades de vida diária, internação em hospitais e asilos, gripe.

 

Quadro clínico de pneumonia no idoso pode apresentar-se atípico, com poucos sintomas ou apenas sintomas inespecíficos, como confusão mental, distúrbio do humor, incontinência, inapetência, emagrecimento, declínio funcional, síncope e quedas.

Febre – pode estar ausente entre 40% a 60% dos casos.

 

Tosse e dispnéia – presentes na maioria dos casos, porém com pouca expectoração.

Taquipnéia – um dos sinais inespecíficos, presente no quadro de pneumonia do idoso.

Confusão mental – com alta prevalência em idosos com faixa etária mais elevada, de 15% a 50% dos casos, sendo um indicativo de gravidade.

 

Declínio funcional – a dificuldade de realizar as atividades de vida diária pode estar presente em 50% dos casos. O declínio funcional, inapetência e o delírio são manifestações comuns na pneumonia adquirida nos asilos.

Os idosos com pneumonia também apresentam piora dos quadros das doenças crônicas como insuficiência cardíca, DPOC, Diabetes mellitus. Nos hospitais os idosos podem apresentar como quadro clínico o agravamento da insuficiência respiratória, a piora da função mental e a falência de múltiplos órgãos.

 

Os principais agentes etiológios de acordo com o local de aquisição são:


1. Pneumonias adquiridas na comunidade: Streptococcus pneumoniae; Haemophilus influenzae; bacilos gram-negativos (Klebisiela, Enterobacter, Pseudomonas, Acinetobacter); Cocos gram-negativos (Moraxella), Microorganismos atípicos (Mycoplasma, Legionella, Chlamydia, Coxiella); Staphylococcus aureus; Vírus da gripe (Influenza).
2. Pneumonias adquiridas no Hospital: Bacilos gram-negativos, Polimicrobiana, Streptococcus pneumoniae, Vírus da gripe, Microrganismos atípicos; Staphylococcus aureus; Anaeróbios.
3. Pneumonias adquiridas nas instituições asilares: Streptococcus pneumoniae; Polimicrobiana; Bacilos gram–negativos; Staphilococcus aureus; Haemophilus influenzae e Moraxella catarrhalis; Anaeróbios; Microrganismos atípicos.

 

A avaliação diagnóstica inclui uma anamnese detalhada, principalmente com histórias anteriores de pneumonia, DPOC , internações anteriores, local onde vive e etc, a radiografia de tórax e um hemograma; já o diagnóstico etiológico é feito pelo exame bacteriológico da secreção pulmonar. Dependendo do quadro clínico como na septicemia podemos colher as hemoculturas, gasometria quando há insuficiência pulmonar, sorologia para vírus no caso das suspeitas etiológicas e demais exames específicos se necessário.

De acordo com todo o quadro clínico, mais a história de vida do paciente, suas condições sócio econômicas, os cuidados da família, a gravidade da doença, observamos o aumento do risco de mortalidade para o idoso e por este motivo podemos fazer uma avaliação do risco de pacientes para sabermos se o tratamento deve incluir a internação.

 

O diagnóstico diferencial de pneumonia no idoso deve incluir a insuficiência cardíaca, infarto agudo do miocárdio; tromboembolismo pulmonar; tuberculose; micoses e as neoplasias.

 

O tratamento da pneumonia no idoso começa pelas medidas de suporte como a hidratação, a nutrição e a oxigenação, preservar as funções cardiovascular e renal do idoso. Quando o paciente esta hospitalizado as medidas de prevenção das úlceras de pressão, da trombose venosa profunda, do delírio e do declínio funcional devem ser instituídas precocemente. Para o tratamento da pneumonias bacterianas consiste na administração de antibióticos nas primeiras 24hs, mesmo não sendo especificado o agente etiológico. A escolha baseia-se na idade do paciente, o local onde a infecção é adquirida, a possibilidade de aspiração, a presença de comorbidades, as condições imunológicas do paciente, e no caso dos hospitais nos germes mais comuns.

 

A prevenção da pneumonia do idoso é de extrema importância em saúde pública, devido à gravidade da infecção e a alta taxa de mortalidade. A vacinação contra a gripe, a vacinação contra o pneumococo e os cuidados gerais como a higiene oral, posicionamento correto no leito, manutenção do bom estado funcional, controle das doenças crônicas, realização de fisioterapia motora e respiratória, aporte ao familiar, são medidas específicas e por isso a necessidade de uma equipe multidisciplinar preparada para atuação na área de geriatria e gerontologia.